segunda-feira, 11 de junho de 2007

Coisa rara, observo despreocupadamente uma gaja estrangeira entretida a enviar uma mensagem pelo telemóvel. É raro fazê-lo assim, olhar inocente, em que se olha e não se pensa nada do género “grandas mamas”, “olha-me aqueles lábios”, “que peidola divinal”, coisas que com naturalidade passam pela cabeça de um gajo. Observo, simplesmente, fixando pontos sem o mínimo interesse, como os motivos da sua mala de tecido.
A gaja é alemã, não se coíbe de mostrar o visor do telemóvel. Imagino que pode estar a mandar uma sms para uma amiga a dizer qualquer coisa como “anne estou ao lado de um portuga que está só a micar a minha mala... começo a ficar com receio que em vez de me querer comer me queira roubar!”. O que passa pela cabeça de um gajo, mesmo olhando despreocupadamente e sem ter qualquer pensamento pervertido na tola...
Então reparo numa característica interessante na gaja. Ela é daquelas pessoas, coisa igualmente rara, que expressa facialmente o que está a sentir, no caso, o que escreve. Quase que para cada letra que tecla no telemóvel, faz como que pequenos esgares condizentes. Torna-se mais evidente quando remexe na sacola e faz uma expressão com a cara do género “onde é que eu pus os rebuçados do dr. Bayard ?”. É uma mima inata. Enquanto não saio, efectua varias buscas pelos vários bolsos da sua mala, sempre com expressões faciais adequadas a pensamentos tais como “olha!! encontrei este femidon, mas ainda não é isto o que procuro!“. Era boa.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

quarta-feira, 6 de junho de 2007

De tempos em tempos paro para pensar. Faz bem um tipo pensar. Interrogo-me então sobre qual a gaja mais boa da televisão actualmente. E ontem cheguei a uma conclusão. Depois de passar com distinção por uma bateria de fetiches e posições sexuais dentro da minha cabeça, Emily Procter ganhou aquele título. É aquela loirinha do CSI-Miami.

segunda-feira, 4 de junho de 2007


O tédio leva-me até à varanda das traseiras daquele 1º andar com vista para uma vivenda com um espaço ajardinado ainda razoável. Não se vê ninguém. Reparo apenas nos únicos seres vivos presentes na paisagem, uma mãe gata acompanhada dos seus quatro filhotes, e deliciou-me a observá-los nas suas brincadeirinhas já com o seu quê de violento. São das coisas mais ternurentas e queridas que existem, os gatitos, quando são pequeninos. Passo ali momentos deliciosos a vê-los naquela galhofa, até que me chamam para ir para a mesa.
Nada acontece por acaso. Tenho a certeza que foi nosso senhor que fez questão de naquele momento não estar a filha da dona daquela casa a apanhar sol em topless no jardim ou a empregada de mini-saia a gatinhar sobre a relva a apanhar ervas daninhas, como já as apanhei, para que a minha lúbrica mente descansasse e assim pudesse usufruir daqueles momentos de tão agradável e meramente inocente contemplação.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Diz-me que uma amiga lhe perguntou pela minha saúde e lhe falou da filha, que teria andado comigo na escola, e que desde sempre tivera um fraquinho por mim. Ainda não casou, está bem empregada, na tap, comprou casa em Benfica e mais alguns eteceteras de conversas de mães. Pelo nome não faço a mínima ideia quem seja, mas escuto atentamente mais alguns detalhes, insistindo naturalmente sobre a descrição física da pessoa que não me deve pôr a vista em cima há mais de 20 anos.
Só passado todo este tempo chegou a revelação do fraquinho… No entanto descanso o espírito porque como a minha retina dela não se lembra, devia tratar-se pois de uma coleguinha fatelazita que certamente assim continuará, estado agravado pelo passar dos anos. Ainda assim, o mistério faz-me voltar ao assunto quando me deito. Então lembro-me, a mais bem comportada e atinada da turma, uma das melhores alunas, cristã, aplicada, uma gaja com juizinho e… tinha um fraquinho por um gajo com uma cabeça como a minha! Já pedi à minha para pedir à outra mãe uma foto actual… De corpo inteiro, claro.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Reparo numa miúda que almoça sempre sozinha. Há nela algo de personagem de filme do David Croninberg, algo inexplicável e ao mesmo tempo assustador, e fascinante, e que me atrai. Há ali garantidamente qualquer coisa de, diria, sinistro, a maneira como ela se esconde por detrás dos seus cabelos pretos compridos e encaracolados, não como manifestação de timidez, antes a mímica duma predadora acossada. A maneira como leva a comida à boca, como come afinadamente o croquete como se caviar se tratasse, nunca tirando os olhos do prato, do centro do prato, do centro do seu mundo, as pausas que faz, como que meticulosamente cronometradas entre o beberricar de mais um pouco de água, uma garfada, o limpar dos lábios com o guardanapo, e que dignidade tem aquele guardanapo de papel, como se fosse seda com a seda dos seus lábios, como se buscasse em todos os movimentos que faz a excelência, como se a quisesse aprisionar, só para si, a perfeição. Não se caia já na tentação de confundir este tipo de gaja que parece mesmo saída de um filme do David Croninberg, com o tipo de gaja que parece mesmo saída de um filme do Takashi Miike. Lembro-me daquele em que a gaja, uma santinha, afinal tinha a mãe em casa fechada dentro de um saco de batatas. O mesmo tipo de santidade virginal está presente nesta miúda mas, com um toque Croninberguiano. Ou seja, temos que estar preparados para sucessivas mutações que podem ocorrer na bela e distante criatura e acima de tudo extrapolar toda aquela instalação para o campo sexual. E a este nível, tenho dificuldade em arriscar fazer juízos de valor sobre este tipo de gaja em concreto. A minha especialidade são gajas que parecem mesmo saídas de um filme do David Lynch. Identifico-as a léguas, como que consigo projectar na minha mente as suas capacidades performativas. Embora seja mais bem sucedido depois na prática entre aquele tipo de gajas que parecem mesmo saídas de um filme do Tim Burton. E da filmografia deste realizador excluo obviamente, o Planeta dos Macacos. Apesar de brilhar no dito filme uma loirinha bem humana, ainda assim não era uma Burtoniana. Embora o que eu gostasse mesmo era agora de comer uma gaja que parecesse mesmo saída de um concurso da TVI. Irei no entanto continuar com as minhas observações, as minhas medições, calculando, tentado descodificar, encontrar uma qualquer brecha naqueles cabelos compridos e encaracolados.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Uma gaja que conversa com outra. Há algo de peculiar nela. Parece observar-me ocasional e discretamente. Faz-me lembrar a Ripley do Alien, só que vestida com uma casaquinha com enchumaços nos ombros. Reparo então que é ligeiramente estrábica. Tudo tem uma explicação.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O comboio acabou de partir da primeira estação com não mais de meia duzia de passageiros dispersos naquela carruagem onde a paz e o silêncio matinal são quebrados pelo carpido que vem do banco de trás: alguém vai a fazer barulhos com a boca. Aquele tipo de som que se faz quando se mastiga algo que se cola aos dentes, tipo sugos ou caramelos. O enervante cagaçal prossegue e torna-se insuportável. Ponho-me a amaldiçoar o azar de, entre as oito carruagens, entre as suas centenas de bancos, ter escolhido precisamente aquele em que vai alguém atrás a mastigar de boca aberta. Desespero para que chegue a próxima estação, que a carruagem se encha de mais gente, de mais ruminantes se for preciso, mas barulho, ruído que dilua aquele som. O animal, sim, quero querer que se trata de um animal, rumina inconsciente, não se coibindo de ostensivamente mastigar de boca escancarada. Interrogo-me, que tipo de pessoa come caramelos a esta hora da manhã ? É nestes momentos que dou graças a nosso senhor por ele não me ter feito aceitar a proposta que um cigano uma vez me fez numa rua esconsa da baixa de Lisboa. Um revólver a funcionar a 100%, era de um policia, ainda com as balas e tudo, disse ele, que me seria vendido pela quantia de uns meros 100, primeiro, depois 80, e no fim, 50 euros. Não aceitei, ou melhor, o cigano não aceitou a minha proposta de 10 euros, de boa vontade, pois era o que tinha. Se calhar, agradeço então a nosso senhor ter feito com que o cigano não aceitasse. Eu sei que armado seria um verdadeiro perigo. Sinto-me mais seguro e tranquilo se andar desarmado. Agora mesmo, teria sacado do dito revolver e apontado a quem mastiga atrás de mim. Obviamente que dispararia sem a menor hesitação. Penso então a que pensamentos se entregará aquele desprezível ruminante, se eventualmente não lhe causará desconforto sentir alguém à sua frente, tão caladinho, tão compenetrado em pensamentos tão perversos. Imagino-lhe uma fusca no bolso, um revolver, tinha sido ele o transeunte seguinte, naquela tarde também atrás de mim, interpelado numa rua esconsa de Lisboa por um cigano, que lhe teria vendido a pistola do polícia por uns meros 9 euros. Chamem-lhe orgulho cigano, não sei, chamar-lhe-ia desespero, mas podia ter acontecido.
Aguardo apenas mais alguns segundos, até que o comboio pára e a carruagem se enche um pouco mais de passageiros e de musical e aliviante barulho. Acho que a isto se chama tolerância.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Quando abro a porta e me preparo para entrar, reparo que o carro estacionado ao lado tem um autocolante que diz "Jesus é a minha vida e a Igreja o meu viver." Sinto uma forte náusea e instintivamente uma vontade incontrolável de riscar a porta do carro daquela pobre alma. Com as chaves ainda na mão, olho em redor para me certificar que ninguém vê e quando me preparo para praticar o acto vândalo mas justificado, oiço como que uma voz, algo que me impede de prosseguir, como se alguém me sussurrasse na alma: "Olha que dás cabo da chave com essa brincadeira!!". Acho que foi nosso senhor quem me travou. Agradeço-Lhe.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Sento-me. À minha frente um casal. Ela, boa, está adormecida com a cabeça encostada ao ombro dele que também dorme. Estou à vontade para apreciar toda a beleza da gaja. Percorro demoradamente todos os caminhos do seu rosto. Perco-me nos seus lábios entreabertos. Fixo-me ali, naquela boca inconsciente. Imagino a temperatura daquela língua e como gostaria agora de snifar aquele hálito.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Deixo aqui uma ideia de um site aos webmasters nacionais. Porque não a criação de um site onde pessoas que não tenham nada a perder, vagabundos, indigentes, sem-abrigo, escuteiros, etc., se possam inscrever disponibilizando a sua personalidade jurídica para ajudar o próximo?
Dou um exemplo. Um pacato cidadão, contribuinte correctíssimo, exemplar pai de família, amigo do seu amigo, e, o mais importante, igual a si próprio, certo dia resolve fazer uma inversão de marcha ultrapassando um traço contínuo. Avistado por um zeloso bófia, este tira-lhe meticulosamente a matrícula. Meses mais tarde chega à casa do pacato cidadão a multa em euros, acrescida de inibição de conduzir, pois trata-se de uma contra-ordenação muito grave. A multa ainda se paga, agora o que dói mesmo é ficar sem carta durante uns meses... Como vai ser levar os miúdos à escola ? Como vai ser ter que andar agora de transportes públicos no meio da maralha ? O pacato cidadão recorre então ao site SOSvagabundo.pt onde poderá contratar os serviços de um vagabundo que tenha carta de condução, para que este admita que era ele quem conduzia o veículo infractor, que naquele dia lhe tinha sido emprestado pelo seu grande amigo de longa data, o pacato cidadão. A troco de uma módica quantia, o vagabundo assumiria o papel de infractor, ficando alguns meses sem conduzir, coisa que não lhe faria grande mossa porque não tem carro, enquanto o pacato cidadão poderia continuar com a sua tão valiosa vidinha estúpida.
Pensem nesta ideia malta, que poderá ter aplicabilidade noutras áreas.

terça-feira, 22 de maio de 2007

"O principal herói deste livro é o relacionamento humano. Homens e Mulheres, os nossos contemporâneos, desesperados por terem sido abandonados aos seus próprios sentidos e sentimentos facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e pela mão amiga com que possam contar num momento de aflição, desesperados por 'se relacionarem'. E, no entanto, desconfiados da condição de 'estar ligado', em particular de estar ligado 'permanentemente', para não dizer eternamente, pois temem que tal condição possa trazer encargos e tensões para que eles não se consideram aptos nem estão dispostos a suportar e que podem limitar severamente a liberdade de que necessitam para - sim, o seu palpite está certo - se relacionarem..."
Zygmunt Bauman, ed. Relógio d'Água

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Vou a subir as escadas e toco com o casaco que trago debaixo do braço inadvertidamente na peidola duma gorda que segue é minha frente. Movimento absolutamente involuntário. Ainda assim fico algo receoso, não vá a gorda virar-se. Podia perfeitamente julgar que teria sido de propósito, aquele toque, facilmente confundível com um pequeno apalpão. Mas não. A gorda continua na palheta com a amiga também gorda.
Apercebo-me que, quem gosta do género, peidolas gordas, pode bem dar uso à mãozinha marota de uma forma selectiva. Arriscar, porque, com alguma sorte, as gajas gordas fingem que não foi nada. Mas sugiro alguma cautela. Sugiro um apalpão suave e acariciador, do tipo festa na cabeça de bebé recém-nascido.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Conheço a mulher mais chata do mundo mas que, provavelmente, terá também as melhores mamas do mundo. Estou a ter dificuldades em gerir esta ambiguidade. Se fecharem os olhos e imaginarem uma gaja magra, toda bem feitinha, cintura de vespa, cara mediana, com um belo e bem empinado par de mamas, então estão já a salivar e a conceptualizar a gaja que eu conheço. Mas se as suas mamas desafiam as leis da gravidade, as suas conversas desafiam os limites da paciência humana. No entanto, a expectativa de um dia poder vir ali pôr as manápulas, esse objectivo que persigo obsessivamente, faz-me suportar a provação diária que é ouvir as suas excitantes aventuras, como a de hoje, quando o senhor do autocarro foi muito simpático. Viu-a a correr e parou o autocarro senão ela perdia-o. Depois, quando subiu as escadas, olhou para o motorista e disse-lhe "obrigado". É muita adrenalina!
A pouco e pouco vou tentar cimentar confiança, estreitar laços, criar cumplicidade, fingir-me interessado, achar que é realmente desinteressante ir a uma livraria e folhear livros, abominar borboletas, sentir náuseas só de cheirar ananás, detestar sardinha assada, passar tardes inteirinhas a ler livros do circulo de leitores, sim, vamos ter tanta coisa em comum... Até quão baixo pode um gajo descer por causa dum bom par de mamas… Está a ser um sacrifício demasiado árduo, mas eu sou um homem de fé.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Há pessoas que lhes mete muita impressão ver sangue, outras, ver crianças com fome no Biafra, outras, ver a Teresa Guilherme a fazer papéis dramáticos em telenovelas (por exemplo, um dia destes fiz um zapping e dei com a Teresa Guilherme a chorar agarrada a um padre! já não dormi bem nessa noite.), outras não podem ver ninguém vomitar-lhes à frente. Eu, a coisa que mais me mete impressão, é ver jogadores de bola abraçarem-se uns aos outros quando algum deles marca um golo. Aquela gente deve ser doida, devem-lhes dar qualquer coisa a tomar antes dos jogos! Então, será que não reparam que estão todos suados ? O que vem a ser aquilo afinal ? Todos a suar e a abraçarem-se ?!! Se for um golo logo nos primeiro minutos, tudo bem, ainda não houve tempo de começarem a suar que nem cavalos e portanto admito que possam haver abraços e moshes para festejar um golo. Ainda assim, recomendaria um aceno.
Mas o mais repugnante é ver jogadores trocarem de camisolas no final dos jogos. Aquelas camisolas estão putrefactas, encharcadas de suor. E o suor não é uma coisa nada agradável ao olfacto, muito menos suor alheio. Quando vejo os tipos trocarem e depois até vestirem as peças de roupa sujas uns dos outros, então desligo o televisor. Choca-me, não sei!
Eu, se fosse jogador, gostaria sim senhor de no final de um jogo trocar de camisola com o Cristiano Ronaldo. Mas dizia-lhe para que, quando fosse para casa, a lava-se muito bem com Skip e depois me a envia-se por correio registado. Eu faria o mesmo.

sábado, 12 de maio de 2007

Pessoalmente considero que a melhor maneira de apreciar uma boa peidola, sendo-o apenas com os olhos, é quando ela está dentro da calça de ganga. Que fascínio exercem sobre mim aquelas peidolas. Se há ilusionistas que passam por vidro ou pela grande muralha da china, gostava de ser capaz de comer uma peidola sem que fosse necessário baixar-lhe as calças de ganga. O maior truque de magia de sempre.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Á minha frente senta-se uma gaja que masca ruidosamente uma pastilha. Como sempre, interpreto a minha indiferença, como se ter ali a poucos centimetros uma gaja boa ou uma velha qualquer fosse tudo igual.
Tento render ao máximo o destak. Tem que dar para toda a viagem. Mas aquele barulhinho, o de uma boca aberta a mastigar ruidosamente pastilha elástica, redobra em mim curiosidade óbvia. Não consigo ficar indiferente aos estalinhos. Vou ter que desviar rapidamente os olhos das letras e satisfazer, feito lambazão, a curiosidade. Ensaio o momento e o prognóstico: trata-se de uma miúda à volta dos seus 16 ou dezassete anos. A ansiedade justifica-se, pois está naquela idade própria imediatamente antes do momento da matança, que pode ser no final de qualquer festa, baile ou viagem de finalista, num qualquer quarto de hotel impessoal em Lloret del Mar.
Surge então o olhar de relance, mais que suficiente, no virar da página do jornal. Faço um rápido scanning à personagem e, surpresa e desilusão! Trata-se de uma gaja velha, de quarenta e tal anos! Não vale a pena perder mais tempo, estar com mais pormenores.
Não me enganei completamente, tem um corpo franzino, de miúda. Uma gaja de 40 e tal com um corpo de teen. É batotice, não conta, não vale! Mas aquele barulho da pastilha ruidosa dentro da boca, aquele esgar nervoso e ostensivo que ela faz a cada mastigadela mostrando os dentes até aos molares, é revelador de uma gaja também ansiosa. Mas uma ansiedade diferente da juvenil vítima da matança! É uma gaja com uma visível patologia grave, um flagelo na sociedade moderna e que devia ser assumido de uma vez por todas pela classe médica: a falta de pau. Basta ouvir a pastilha.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Gostava de um dia conhecer alguem possuidor de poderes mediunicos ou telepáticos, etc. Acho que a primeira pergunta que lhe faria era se por acaso sabia que pensamento tivera Saddam Hussein imediatamente antes de ser inforcado. Eu quase que aposto que foi “Foda-se que parvo que fui! Porque é que não aproveitei quando a Cicciolina disse que ia para a cama comigo se eu me deixasse de armar em parvo com a comunidade internacional e os curdos e essa seita toda!” Eu teria tido esse pensamento se fosse o Saddam. Mas quer dizer, eu sempre tive um fraquinho pela Cicciolina. Por isso não teria pensado duas vezes antes de aceitar. O Saddam tinha era o cérebro fraquinho. Mas atenção! Tive um fraquinho pela Cicciolina sim senhor, mas, como a foto indica, tive! 1ª pessoa singular do pretérito perfeito indicativo do verbo ter, no passado. Nada de confusões.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Actualmente há quatro coisas que me chateiam solenemente. Ás vezes como compreendo aquele malucos que se põem a gatilhar indiscriminadamente dando origem aos mui televisivos massacres nos EUA.
Ok, quatro coisas, a saber:


1 – Pessoas que dizem ‘bem haja” ou pior, “bem hajam”.
2 – Os passinhos que as velhas dão naquele momento imediatamente antes de porem o pé numa escada rolante.
3 – Pessoas que à sexta feira desejam nos seus blogs bom fim de semana aos outros.
4 – Em vez de ser a boa da sobrinha empregada, dar de caras com a tia-velha, a dona do quiosque onde compro o “24 horas”.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Dizem os livros de auto-ajuda que deveremos sorrir para os outros e os outros retribuirão o nosso sorriso. Comportamento gera comportamento. Sorri para o mundo e o mundo sorrirá para ti. Tretas!! Quantas e quantas vezes já não ensaiei sorrisos diversos para gajas, esperando obter de retorno um qualquer feedback, um qualquer esgar, por mais ligeiro que seja, que possa denotar qualquer receptividade, o começo de uma interesseira amizade ?... Nada. As gajas simplesmente continuam de trombas só que a olhar para outro lado. De facto só ainda ensaiei sorrisos para gajas com trombas, sempre boas, mas de trombas. Parece-me a mim que serão mais receptivas, estarão fragilizadas, cheias de pensamentos negativos, e o meu sorriso, esta coisa que faço com os lábios, este arreganhar dos músculos faciais, que tanto me custa, lhes trará um raio de luz nas suas cinzentas existências. Mas nada. Como se o sexto sentido das gajas, naquele trombudo estado, estivesse mais apurado que nunca.

terça-feira, 24 de abril de 2007

À minha frente uma gaja mestiça limpa o nariz com o dedo enfiado num lenço. Pausa para verificar o que veio no lenço e nova insistência. Verificação, insistência. É assim durante alguns minutos até que guarda o lenço e saca de um corta unhas. Volta a entreter-se. Ao meu lado um animal, meia idade, cada vez que abre a boca, mais ou menos de estação em estação, faz de corneta, estilo bozina de camião TIR. Na diagonal a acompanhante, uma velha, tipo freira de férias. Adoro estas pessoas que se comportam como se estivessem em casa. Levanto-me. Á minha frente um gajo com um monte de verrugas castanhas encavalitadas na parte de lado do pescoço. Felizmente que tem a cabeça rapada senão nunca poderíamos presenciar aquele espectáculo. No principio do século XX havia quem pagasse para ver algo menos freak. Enojo-me. Viro a cabeça, mas aquela imagem não me sai. Preciso urgentemente de ver uma peidola.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Avisto uma peidola dentro de umas calças de bombazine castanhas e fico-me por ali, na plataforma. Corre tudo bem, ou seja, a porta do metro pára mesmo em frente, está garantido que entraremos pela mesma porta. Posiciono-me discretamente a cerca de um metro. À minha frente, uma velha faz de fronteira. Durante a entrada, confirma-se, que bela peidola. Mas o azar bate à porta. Ela não fica na zona de entrada, onde a malta está em pé. Encaminha-se para a zona dos lugares sentados e, por incrível que pareça, um gajo engravatado cede-lhe um desses lugar. A velha que estorvava à minha frente faz um movimento brusco e toca-me na zona pélvica. Que nojo!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Brazucofobia

Há uma questão primordial, uma dúvida que muitas vezes assalta o espírito conturbado de um fantasma e que provoca acesas discussões entre os seus amigos imaginários: afinal, qual é o país que tem as gajas mais boas do mundo, assim no geral, tipo, em cada dez, nove são boas e a outra é mesmo muita, muita boa? As opiniões dividem-se. Apesar de nunca qualquer empresa de sondagens se ter debruçado à seria sobre o pertinente assunto, russas, ucranianas, húngaras, suecas, holandesas, inglesas, francesas, espanholas, estão entre as mais mencionadas.
Sobre esta problemática tenho uma máxima: o país com as mulheres mais bonitas do mundo é aquele onde estivermos naquele momento. Daí o constante suplício em que vivemos nos, espíritos lúbricos... Na cidade, na rua, no centro comercial, na discoteca, no quarto, por aí fora, é sempre onde estamos, que estão as mulheres mais bonitas do mundo. Há no entanto uma excepção… Considero que existem inúmeras actrizes de telenovela brasileiras facilmente rotuláveis de ‘gajas boas’. Na minha adolescência, como qualquer adolescente normal da minha escola, apaixonei-me pela distante Sandrinha da minha turma e simultaneamente pela Bruna Lombardi e pela Maitê Proença. Sou daqueles que naturalmente entram em transe quando vêem aqueles corpos anatomicamente arrojados onde se verificou uma mistura geneticamente perfeita entre sangue europeu e sangue índio da amazónia, a sambarem no Carnaval, a rebolarem verticalmente no écran de televisão de uma forma que mais corpo nenhum do mundo consegue rebolar. Considero que a ‘bunda’ brasileira deveria ser considerada património mundial da humanidade. Cheguei a ponderar comprar um bilhete na Varig de ida-e-volta no mesmo dia só para ver o programa de TV da saudosa e iconográfica “Tiazinha”…
Mas a realidade é que a mulher comum brasileira, no geral, é disso que estamos a falar, é feiazita! Eu nunca fui ao Brasil mas faço esta polémica afirmação apoiado nos relatos deprimentes de amigos que já foram e depois vieram desapontados e sem os relógios de pulso. Reforço a tese com a observação minuciosa que tenho efectuado às brasileiras com que amiúde me cruzo no dia-a-dia nas carreiras suburbanas dos transportes públicos.
No entanto, a brazuca comum (‘brazuquis emigrantis’) que facilmente encontramos em Portugal a servir numa qualquer churrascaria ou em qualquer bataclã, não deixa de exercer um enorme fascínio no portuga comum, dado o seu elevado IF (Índice de Fodabilidade). A brazuca compensa o seu visível deficit de beleza e graciosidade com uma elevada IHPC (Incrível Habilidade Perfomática na Cama) e ao mesmo tempo uma impressionante TCN (Ternura Carinhosamente Naif), características aparentemente contraditórias mas que estabelecem um equilíbrio energético nos dois principais chacras do incauto portuga que até então se limitava a acompanhar a sua esposa à missa todos os domingos, aproveitando para deitar timidamente o olho à catequista. Se há portanto coisa de que não se pode acusar o portuga comum, é de só dar valor à beleza exterior. Não senhor, não tem nada a ver com a beleza, nada disso, é algo de mais profundo. Tem mais a ver com aquilo que o corpo da mulher, belo ou não, é indiferente, é capaz de fazer. Para o portuga a beleza não tem rosto, tem corpo e quanto mais funcional melhor. E aqui as brazucas estão como enguias na água, onde a eloquência proverbial também é um dos seus pontos fortes. Atente-se o quão poderosas podem ser as palavras “vem cá meu bem, vem que eu faço um cafuné p´ra oncê” na boca duma brazuca... (trad.: “vinde até mim meu querido, vinde que vos farei uma qualquer sevicia sexual de que tão cedo não vos esquecereis”). Só de pensar causa arrepios.
Não é qualquer mulher que faz um homem. Mas uma brazuca faz-lhe a cabeça, de certeza, e depois faz-se à vida. Pode achar-se caricato o levantamento popular d' “As Mães de Bragança” contra as hordas de brazucas que então infestavam a noite de trás-os-montes, notícia na internacional Times que apontava o ermo local como a nova "Red Light District" europeia. Por umas semanas fomos então o povo mais xenófobo da Europa…
Percebia-se a inquietação daquele mulherio fatela e beato porque de facto muito lar se tem desfeito, muito poder paternal se tem regulado, por culpa das famigeradas brazucas. Conheço pessoalmente um caso. Encontrei o tipo um dia destes no LIDL acompanhado não da mulher e do filho, como já o encontrara varias vezes anteriormente, antes acompanhado da muié e da nova mamãe entretanto mandada vir directamente das profundezas do Ceará. Carregava com uma saca de 20 kilos de comida para cão, ele que sempre odiara cães… Receio que, da próxima vez, o encontre apenas acompanhado do carrinho de compras… e do cão.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

O cego de raiva

Um ceguinho com a sua bengalita de ceguinho na mão, caminha hesitantemente pelo passeio, aproximando-se do rebordo do mesmo, decidido a atravessar para o outro lado da rua. Espera pelo aviso sonoro do sinal verde para peões e com a sua bengalita lá começa a perscrutar caminho livre para avançar em segurança. Sente a presença à sua frente de um automóvel que ali está estacionado e, com a sua bengalita, começa então à cacetada ao capot do carro, enquanto vocifera furioso “estes cabrões estacionam em cima das passadeiras, filhos da puta, é sempre a mesma merda!!!” e por aí fora, chamando a atenção dos outros transeuntes. Um deles aproxima-se, agarra-o pelo braço e calmamente diz-lhe: “espere lá amigo que a passadeira não é aí”, encaminhando-o no bom caminho.A tendência natural das pessoas sem deficiências físicas visíveis é para considerar as outras, denominadas deficientes, como completos coitadinhos, pessoas que além das suas limitações físicas, são igualmente limitados no que toca a sentimentos tão normais como a arrogância e o mau feito. Vêem os deficientes sempre sob uma aureola de sensatez e resignada humildade que, como este episódio verídico atesta, não é verdade. Para mim, que me limitei a observar a cegada, foi uma experiência enriquecedora. Primeiro porque não era o dono do carro que ficou com o capot escavacado, depois porque pude testemunhar in loco um comportamento normalmente irascível que qualquer um pode ter se não estiver nos seus dias, protagonizado por uma pessoa portadora de deficiência física altamente incapacitante como é a cegueira. Qualquer deficiente tem todo o direito de perder as estribeiras, ser uma besta, ficar cego de raiva, como qualquer outro cidadão.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Gloriosa Parvoice

Parece que todas as gerações têm o seu filme imbecil que supostamente explora as reacções menos inteligentes dos figurantes. Eu gramei “Os Deuses Devem estar Loucos”. Agora renova-se a tradição do ‘filme de apanhados’ com o estupidamente correcto “Borat: Aprender Cultura da America Para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão”. Mal montado, mal encenado, sem graça, sem a espontaneidade e a irreverência de Aly G, autêntico lixo cujo êxito de bilheteira só poderá ser explicado pela gigantesca operação de propaganda montada ao redor do lançamento e da suposta polémica que o filme tem causado. Um ultraje, não aos americanos, mas ao bom gosto. Borat go home!

domingo, 26 de novembro de 2006

Rebelião

Não ando a dormir bem. Aponto causas genéticas. Nunca nenhum dos meus antepassados foi funcionário público. Sou o primeiro a degenar e agora sinto a revolta do corpo, a incompatibilidade do meu caótico ser espiritual e orgânico com a exemplaridade que a causa pública exige. Todos os meus avôs paternos e maternos foram negociantes de qualquer coisa, entregues a si próprios, às suas capacidades de improvisar a vida e alcançar o lucro. O meu avô paterno tinha uma exploração de suinicultura. Imagino a inconstância dos seus emocionantes dias: ontem um excelente negócio com a compra de uma vara, hoje outro com a venda de duas. Ontem um porco com peste suína, hoje a visita da veterinária boazona. E amanhã mais uma gloriosa matança. E o meu pai, terrorista nos tempos livres, saiu aos seus. Tinha uma mercearia colada com uma taberna, um homem para dois balcões, era obra! E agora eu, séculos e séculos de apuramento genético jogado à repartição pública, gerações e gerações de negociantes com habilidades secretas para se desenrascarem de horários e carimbos, até surgir eu, funcionário público, entregue vergonhosa e obrigatoriamente a um processo diário de desi-existência feito de rotinas incontornáveis que paulatinamente o dever, a hipoteca, as prestações, me obrigam a cumprir. Mas o corpo revolta-se, sinto-o instável, castiga-me, por enquanto não me deixa dormir, não sei o que virá a seguir às provações físicas que me inflige. O sacana aproveita a menor aragem fria dos corredores do metro para me fazer espirrar e pôr-me com frio o resto do dia. Aproveita qualquer pingo de chuva fria para me pôr a correr na direcção da farmácia mais próxima. Sofro de alergia crónica ao pó da cidade, ao escape dos autocarros, ao ar saturado do comboio em hora de ponta, alergia à realidade a que me fui entregando enquanto dela cada vez mais o corpo se quer rebelar. É certo que sinto o apelo pelo negócio, mas é uma certeza a minha absoluta falta de faro para grandes jogadas. Com a minha idade o meu pai já tinha tido um descapotável, dormido no Sheraton de Londres e assaltado um carro em Paris apenas para não passar a noite ao relento. Eu, amanhão, com sorte, se me conseguir lembrar a que horas passa o comboio, se ficar bem colocado na plataforma, mesmo num sitio onde a porta se abra e eu seja um dos primeiros a entrar, conseguirei um lugar sentado.

domingo, 28 de maio de 2006

Turisticonsumo

(da série ‘palavras que deviam existir’)
Andamos enganados acerca da sempre adiada viagem das nossas vidas. Andamos entretidos a sonhar com esses destinos de férias pret-a-porter formatados à medida dos sonhos bem comportados, daqueles ilustrados nos outdoors e nas montras das agências. Aquele mar azul ao mesmo tempo cálido e transparente, a areia branca que ao mesmo tempo não fica teimosamente entre os dedos dos pés, as palmeiras ao mesmo tempo frondosas cuja sombra nos protege do sol ao mesmo tempo inofensivo para a pele, e a companhia da mulher dos nossos sonhos, aquela ao mesmo tempo loura de biquini no cartaz… Tudo isto é entediante e ao mesmo tempo tudo isto é alucinante.
O que conta não é o prazer da viagem em si, a continuidade inerente à viagem de A a B. O que interessa é a finalidade, o que conta é o destino, o paraíso a prazo, a ostensiva pensão completa, encher os cartões de memória das máquinas e esvaziar depois à chegada as recordações empoladas aos proximos visitantes da agência de viagem. O que vale é a fartura de não sairmos do mesmo lugar emocional, empanturrados de extras num local completamente efémero mas com juros eternos.
A volta ao mundo nada significa quando comparada com a volta à vida que em vez de financiamento a crédito pede coragem a pronto. Estranho consumismo turístico o dos nossos dias, quando a grande viagem pode-nos sair de borla... O mais extraordinário dos destinos pode muito bem estar já ali ao virar da rua, na grande viagem ao quiosque da esquina, ou, por exemplo, ao Beco dos Toucinheiros, amanhã quando subirmos a rua, viagem épica onde um dia, tudo pode acontecer.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Teorias da conspiração

I - Os morangos com açúcar, as telenovelas da SIC, os passatempos do canal 1, o lixo generalizado das televisões generalistas, é estrategicamente depositado à hora a que um individuo chega a casa depois de mais um interminável dia de trabalho. A intenção é criar no individuo que chega a casa depois de mais um interminável dia do trabalho o desejo de emigrar para um país qualquer onde não se sinta tanto um individuo que chega a casa depois de mais um interminável dia de trabalho.

II - O esganiçamento com que os defensores da penalização do aborto esgrimem os seus argumentos válidos, deixa transparecer um complexo, um medo latente e reprimido. Causa-lhes desconforto imaginarem que poderiam ter sido eles, os nados abatidos, os abortos consumados. Nunca teriam portanto a oportunidade de estarem agora contra o aborto. Os outros fundamentalistas que pelo contrário esganiçadamente defendem o aborto, defendem-no assim porque sentem que se teria poupado muito trabalho, não teriam de estar agora para ali a ganir argumentos válidos.

III - No metro há pessoas contratadas pelos principais fabricantes de leitores de MP3 para terem diálogos como o que segue:
- O teu deixa-te corta-lhe as unhas ?
- Sim.
- O meu não!...
- Com ele não tenho problemas.
- Mas tu com o teu podes fazer o que quiseres, ele ainda é pequeno.
- Não tão pequeno quanto isso.
- Mas é mais pequeno que o meu.
- És um totó!
- Ah, ah, ah, ah…

IV - Há pessoas perdidas por toda a parte que estão absolutamente convencidas que, ao contrário da morte, conseguirão ir ao encontro do amor mais que uma vez na vida.

quinta-feira, 7 de agosto de 2003

As fantásticas aventuras de Flash Gordo

09/12/2003

Alguém me explica o que quer dizer ;_; ?? Isto é internetês ?
Mudando de assutno, estou de volta. Tenho-me esquecido disto mas agora estou de volta porque tive uma ideia sobre como adivinhar o futuro duma pessoa e disse para mim mesmo vou escrevê-la no blog: É assim, uma pessoa põe a mão dentro de um aquário com piranhas e depois fica á espera 5 minutos. Depois leva o que restar da mão a uma quirologa especial que verá o futuro da pessoa não consoante as linhas mas sim consoantes as dentadas. Quem tiver outras ideias como adivinhar o futuro pode acrescentar nos comentários boa ?
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 15:17

19/11/2003
Eu acho que no futuro quando já estivermos fartos de mastigar a pastilha elástica e a agarrarmos para deitar fora, ela virá equipada com um chip que depois nos dirá com uma voz à nossa escolha o número de vezes que a mastigámos.
Dica: sempre que quizerem deitar fora uma pastilha elástica, não a cuspam. Molhem as pontas dos dedos e depois tirem-na da boca e deitem-na fora. Com os dedos molhados ela não se agarra.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 11:16

17/11/2003
Hoje como estava muito frio e já pude utilizar o meu cachecol.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 10:43

13/11/2003
Coloquei um contador de visitas. Eu acho que tinha o dever de avisar todos.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 13:41

Atenção a todos, vai-se seguir a minha primeira crítica oficial. E o feliz contemplado é o blogue das cumadres, que se inspiraram no próprio nome para lançar um passatempo chamado “o melhor cu da blogosfera”. Eu acho que elas podiam ser mais educadas. Devia ser o melhor anus e não o melhor cu. E também deviam ser mais originais e em vez do anus, podiam por exemplo eleger o pelo púbico mais comprido da blogosfera (estou a puxar a brasa á minha sardinha he-he). Quanto ao blogue propriamente dito, não me excitou muito (a gente sabe que é isso que elas queriam né ;-) Acho que são muito tias, e acho que as tias são como os espectáculos de strip-tease (ai Demi Moore, Demi, Demi, Demi Moore! ) , só são boas ao vivo e não nos blogues. E se lhes podermos tocar na pele e na carne melhor.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 13:40

Eu acho que estou triste. Olhei agora para os comentários às minhas escritas e vi poucos comentários ás minhas escritas. Eu acho que tenho que ser mais agressivo e chegar mais profundo dentro das pessoas, quero que as pessoas sintam vontade de desabafar e que elas sintam que há alguém que as lê com toda a atenção e respeito.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 13:39

07/11/2003
No comboio toda a gente vinha sentada menos eu. Havia um lugar mas era à frente duma senhora que deve fumar muito e que por isso manda cá um bafo!... Eu já fiquei à frente dela uma vez e jurei para nunca mais. É por isso que ninguem ali se sentou, de certeza. Quando somos os unicos a ir de pé parece que toda a gente olha para nós. Inveja não deve ser, porque vão sentados.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 09:20

06/11/2003
Olhem o meu dia não foi nada de especial mas paciência. Há dias assim que parece mesmo que foram iguais a outros que não nos lembramos. Fiquem só meus amigos com uma pequena reflexão que estava escrita na casa de banho da estação de comboios: "O tempo que perdemos sentados na sanita nunca é tempo perdido."
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 01:13

05/11/2003
Uma vez liguei a televisão e estava o senhor professor Marcelo a falar consigo mesmo. Perguntava a si mesmo assim:
"Olha lá Marcelo, se fosses tu fazias assim ou assado ?'"
Gostei muito de o ver fazer perguntas a si próprio e acho que todos deviamos fazer tambem perguntas a nós proprios. E foi o que fiz hoje. Foi assim:
"Olha lá Flash, porque não começas a ser tambem comentador e começas a comentar blogues de outras pessoas ?"
E eu respondi:
"Claro, como nunca me tinha lembrado antes duma ideia tão boa."
E pronto, vou começar a dizer o que penso sobre outros blogues. Não sei quando mas aviso já toda a gente. Espero que gostem. Já sabem, se gostarem ou não gostarem, desabafem, faz de conta que fazem perguntas a voçês próprios mas fazem a mim percebem ?
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 12:03

Não consigo dormir. Podia aproveitar para cortar as unhas dos pés mas não estou com disposião. Eu sempre disse que as pessoas que tinham dificuldade em dormir não eram pessoas de confiança. Agora esta a acontecer o mesmo comigo. Se calhar não sou de confiança. E amanhã tenho que acordar cedo. Não vou ter tempo de cortar as unhas. Não convem andar com as unhas dos pés grandes porque depois dão cabo das meias.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 00:29

04/11/2003
No comboio as pessoas que lêem os jornais deviam ter mais respeito pelas que não lêem e não incomodá-las com as folhas e o barulho das folhas. Aquelas pessoas que lêem jornais maiores, tipo expresso, são as mais chatas.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 09:20

Como o prometido é devido voltei à loja. A rapariga da loja já era outra, por acaso mais gira que a outra. Eu disse-lhe que queria trocar o telemóvel e ela perguntou porquê. Eu expliquei que os meus olhos eram azul acinzentado e o telemóvel era pouco azul. Ela achou graça e disse para eu comprar uma capa para o telemóvel ou umas lentes de contacto com a mesma cor do telemóvel. Fiquei outra vez indeciso e comprei uma capa muito gira assim mais da cor dos meus olhos.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 09:14

03/11/2003
Já me decidi. Vou voltar á loja e perguntar à rapariga onde é que os meus olhos condizem com este telemóvel estúpido. E levo um espelho para provar. Talvez vá amanhã.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 12:20

01/11/2003
Fui comprar um telemóvel novo porque o que tinha não tinha cores. Como estava indeciso a rapariga da loja deu-me uma ajuda e disse-me para eu levar um telemóvel que por acaso condizia com a cor dos meus olhos. Eu achei aquilo muito engraçado e disse que sim. Mas agora que cheguei a casa reparo que não condiz nada! Tenho que decidir se vou ou não voltar á loja para trocar de telemóvel.
# esta cena foi vivida por Flash Gordo : 12:11

31/10/2003
Sentei-me no comboio ao lado de uma rapariga com os cabelos compridos. Parecia-me que era muito bonita. O senhor que ia á frente dela não tirava os olhos de cima dela. Quando ela pediu licença para sair eu olhei para ela e então reparei que não era nada de especial.