quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A Bíblia não é só aquele livro que podemos encontrar a enfeitar as mesinhas de cabeceira dos quartos de hotel. Podemos retirar da Bíblia inúmeros ensinamento das suas incalculáveis short-stories que, se nelas meditarmos, constatamos conterem preciosas instruções para a vida de todos nós. Estou agora a lembrar-me de duas que me tocam particularmente e que gostaria aqui de partilhar, resumindo-as no essencial mas apontado a sua localização no livro sagrado para aqueles que quiserem aceder ao texto na integra. A primeira está localizada em Génesis 37:18-28;39:4-20; Salmo 105:17-19, e reza assim:
Depois de vendido como escravo pelos irmãos, José exerce agora a sua escravatura no Egipto. Servindo o seu amo abnegadamente e tendo assim bom aspecto, é notado pela bela esposa do amo que começa a fazer-se a ele à força toda. No entanto José recusa-se a comer a gaja por causa daquela coisa lá dos mandamentos. Ela, despeitada, vira o jogo ao contrário, e queixa-se ao marido que teria sido alvo de assédio por parte do reles escravo. José acaba por ir de cana, onde acabará os seus dias.
E que no diz esta história ? Além de muito nos dizer acerca da natureza e dos fetiches femininos, diz-nos que nunca deveremos dizer que não, sempre que uma gaja nos assediar. Principalmente se for boa, e se for a mulher ou até mesmo a filha do patrão, melhor ainda e mais razão nos assiste. Duvido que exista algo que melhor faça ao ego de um gajo e o faça levantar todos os dias de manhã com um vigor e vontade de trabalhar extra, do que saber que anda a comer a mulher daquele que o explora.
Outra história, outra preciosa instrução para a vida aparece-nos em 1 Reis 21:1-14; 2 Reis 9:26:
Nabote tinha um terrenozito que ficava paredes meias com o palácio do Rei Acabe, de Israel. Jezabel, a rainha, queria alargar os jardins do palacete e sugeriu ao rei que se comprasse o terreno de Nabote. O rei fez uma proposta irrecusável a Nabote, mas este, por causa daquelas coisas lá dos mandamentos, disse peremptoriamente que não vendia o terreno coisa nenhuma, inviabilizando o negócio. Impossibilitada de ver cumprido o seu sonho, Jezabel arranjou meia dúzia de testemunhas que acusaram Nabote de blasfémia contra o Rei. Como resultado, Nabote e a família foram mortos à pedrada.
Ou seja, deveremos sempre negociar com sapiência, saber até onde podemos ir para vender pelo preço mais alto possível mas nunca fechar a porta à negociação.
Ambas as histórias dizem-nos que muito cuidado devemos ter com as mulheres, a quem devemos prestar toda a atenção e cuidado aos seus desejos e caprichos que muitas vezes podem ser coincidentes com os nossos. Dizem-nos ainda que nunca devemos recusar propostas irrecusáveis só por causa lá daquela coisa dos mandamentos. E este ensinamento podia muito bem ser o 11º mandamento que falta.Apesar dos tempos serem outros, a escravatura, as prisões e as pedras, agora da calçada que devem doer ainda mais, estão em todo o lado, pelo que nunca é demais relembrar estas dicas e aplicá-las na nossa vivência diária se quisermos viver mais, com mais alegria e com a bênção de Nosso Senhor que decerto se regozijará por saber que lemos e aprendemos com o que vem no sagrado livro.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Há uma mensagem subliminar espalhada por todas as estações de comboio e de metro: o azeite virgem, masculino, está no seu galheteiro, no seu leito à espera de companhia. Há um lugar vago de lado, por trás, pela frente, consoante a posição do galheteiro, destinado ao vinagre, masculino também, havendo três pretendentes que se perfilam em comboio, qual deles mais desejoso de fazer companhia ao azeite sedento de companhia no antro galheteiro. Adivinha-se escolha difícil e não será de admirar, tal é a promiscuidade dos tempos modernos, que o azeite receba os três, e cada um à sua vez consuma com o azeite virgem o acto do libidinoso tempero.
É estranho que o Vaticano não se pronuncie sobre esta mensagem assim a dar pró rabeta que subliminarmente se esconde na publicidade dos novos vinagres duma marca de azeites.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Hoje vi um gajo parecido com Nosso Senhor Jesus Cristo (NSJC). Há muito tempo que não via nenhum gajo parecido com NSJC mas já me aconteceu várias vezes ao longo da minha fantasmagórica existência cruzar-me com estas personagens. Uma pessoa nunca fica indiferente quando as encara e pensa logo “fosga-se este gajo é mesmo parecido com NSJC!”.
Depois subsiste aquela duvida primordial… É que está entranhada no nosso ADN, essa certeza inabalável que é saber-se que NSJC voltará um dia à Terra. Fica-se sempre a pensar, “espera lá, queres ver que é este mesmo o NSJC original que voltou à terra e escolheu ir de metro até ao Marquês?!”.
É pena que esta coisa dos sósias só tenha sido inventada no século passado. Bem que se safou o Hitler várias vezes, lá se vai safando o Michael Jackson e muito jeito teria dado a NSJC coitado, naqueles tempos em que as pessoas se vestiam com lençóis enrolados no corpo e se entretiam a apedrejar-se e a crucificar-se umas às outras.
Tal como todos os gajos parecidos com NSJC, este que vi hoje tinha todas aquelas características peculiares que o poderiam identificar como sendo NSJC: moreno, barba desgrenhada, cabelo comprido e desgrenhado, aquele olhar alienado, calado, sozinho e parecia ter fome. Não aquela fome de gajas, mas mesmo fome-fome, nutricionalmente falando, de quem lhe apetecia assim uma bela sardinha assada. Tinha era uns ténis da Nike, porque se tivesse umas sandálias, pelo seguro, tinha-lhe logo pedido a benção.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Fico feliz quando constato que o avanço tecnológico não se verifica só nas consolas de jogos e nos telemóveis, mas nas mais pequenas e discretas coisas que contribuem para o bem estar social e psicológico do individuo.
Aqui há dias estava na fila para sair do parque de estacionamento das Amoreiras e à minha frente seguiam dois brutos carrões. Há muito tempo que não utilizava esta expressão, ‘brutos carrões’. Acho que desde a escola primária. À minha frente seguiam portanto um bruto Mercedes descapotável e mais à frente ainda um bruto BMW normal. O BMW introduziu na ranhura o cartão do estacionamento e a cancela abriu. Combinado que estava com o Mercedes pilotado por uma gaja que de trás parecia-me mesmo boa, começou a abrir por ali a fora que até fez uma chiadeira com os pneus, com a gaja do Mercedes a acompanhá-lo, coladinha para não pagar o bilhete do parque. O problema é que a cancela, mal passou o BM, baixou imediatamente, batendo contra o capot do Mercedes com toda a força possível que uma cancela pode bater. Baixou, bateu e subiu logo, mas houve estrondo e consequente moça suficiente para atrair as atenções. A minha atenção não foi preciso atrair porque já me encontrava em transe a registar todas as ondulações do cabelo loiro da gaja do Mercedes. Mas um segurança preto veio a correr e a gritar “hei, hei!”
E onde entra a tecnologia nesta história real e verídica como são todas as que este fantasma aqui relata ? Já é a segunda vez que ele presencia uma cena destas no mesmo parque de estacionamento. Da primeira vez, curiosamente, a cancela abateu-se também sobre um BMW. Só que assim como caiu com toda a força no capot, ali ficou, caída como que a dizer “ninguém vai a lado nenhum!”. O tipo do BM, com o capot amachucado e a cancela em baixo, não podia pirar-se. Teve de sujeitar-se à humilhação de ser apanhado, algo muito degradante e cruel, um espectáculo desumano e traumatizante, só comparável às sevicias praticadas durante a idade média e no tempo da inquisição. Sei que na altura podia ter ficado ali parado atrás do tipo e presenciar aquele espectáculo grotesco, os seguranças a acercarem-se do individuo, o individuo a forçar ao máximo a massa encefálica para inventar uma desculpa qualquer… Mas não, virei a cara, ultrapassei e passei para a outra cancela e em passant ainda disse “porcaria das cancelas estão sempre a avariar!”, num gesto de solidariedade que digo-vos, até a mim me surpreendeu.
Graças à evolução tecnológica verificada nas cancelas do parque de estacionamento do meu preferido Centro Comercial das Amoreiras, estão agora estas dotadas de um qualquer sensor que, sentindo a bela chapa amolgada de um bruto carrão, sobe imediatamente, permitindo assim ao utente do parque não ser confrontado com a humilhação de ser apanhado a querer escapar-se sem pagar os dois ou três euros ou lá que raio é, que eu não sei porque só entro lá quando já se pode entrar à borla, ao final do dia. Assim, aquela loira a quem lhe foi concedido o direito, e muito bem, de se pisgar, protegida que está pelo anonimato, poderá voltar novamente e efectuar compras, almoçar, ver o seu cinema, enfim, passear-se nos pisos de cima no dia seguinte, como se nada fosse, para deleite dos circundantes transeuntes, sem que tenha seguranças a apontá-la ou lojistas a cochichar pelos cantos quando ela passa. Uma sociedade civilizada passa por estes pormenores aos quais à tecnologia muito temos a agradecer.

quinta-feira, 19 de julho de 2007


Resultados da primeira grande sondagem TSI: Davas boleia a esta gaja ?

Resultados (18 votantes):
Dava caralh*!! 4 (22%)
F*da-se então não ?! 5 (27%)
Trago melhor no carro! 6 (33%)
É a Madonna não é ? 3 (16%)
A gaja é mesmo a Madonna!
Esta sondagem decorreu nos meses de Junho e Julho de 2008.-

terça-feira, 10 de julho de 2007

Os dias nem sempre se repetem iguais e monótonos. Hoje aconteceu-me algo inesperado e completamete inédito: andei numa carruagem onde nunca tinha andado. Segue a lista de evidências:
- Os bancos eram numa espécie de veludo castanho.
- O aviso sonoro do fechar das portas era mais estridente e apresentava uma cadência diferente.
- As molas dos suportes do tecto onde as pessoas se seguram, não faziam o crack-crack do costume, antes, uma chiadeira que resultava numa interessante sinfonia.
Depois, à saída, esbarrei numa gaja que parecia mesmo a Victória Beckham.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Sou o único homem dos quatro passageiros que seguem na 1ª classe rumo a Tóquio. No banco à minha frente vai sentada a Shakira, no banco ao lado a Gwen Stefani, e atrás a Cristina Aguillera. A certa altura, 20 mil pés talvez, o comandante avisa os passageiros que o avião ficou sem combustível pelo que se irá despenhar dentro de exactamente dez minutos mais coisa menos coisa. Aconselha a que todos desapertem os seus cintos das calças e aproveitem bem o que resta do catering e dos últimos minutos de vida. Nisto, duas hospedeiras, uma loira, uma oriental e outra que aparece de repente, começam de imediato a beijar-se na boca e a despirem-se mutuamente. À minha volta as cantoras estão em pânico e suplicam-me, uma vez que todos vamos morrer, para me fazerem um bóbó. Digo-lhes que por mim tudo bem, óh pá, venham as três! Mas elas dizem que não, que só poderei escolher uma. Digo-lhes que far-me-à então o tão desejado fellatio aquela que o fizer abnegadamente até ao fim… Todas dizem que sim, que o fazem até ao fim, juram enquanto se benzem, embora eu duvide que elas saibam o significado mágico das palavras ‘até ao fim’. Fico cheio de duvidas sobre qual delas escolher e imploro-lhes para que me façam a mamada as três ao mesmo tempo e se deixem mas é de merdas. Elas recusam, exigem que eu escolha apenas uma e perante a minha indecisão começam a comer-se umas às outras, juntando-se logo as hospedeiras à festa. A cena é bastante excitante, até que me decido… tarde de mais!
Moral da história: Os últimos dez minutos antes de morrermos podem muito bem ser os melhores da nossa vida.

sexta-feira, 29 de junho de 2007


Eu penso que já aconteceu a todos, quando notamos em alguém alguma coisa que não bate certo ou que cheira a esturro. É uma espécie de sentido de aranha que todos temos e que Nosso Senhor nos deu para que nos precavêssemos contra gatunagem, rabetas, gajas parecidas com a Glen Close naquele filme de há uns anos atrás com o Michael Douglas, e outra malta com segundas intenções com a qual nos vamos cruzando ao longo da vida.
Esta sensação de ‘há aqui qualquer coisa que não bate certo’ sinto-a sempre que vejo a estilista Fátima Lopes. E acho que tem a ver na relação que se estabelece entre o seu corpo e o seu sorriso. Lembro-me de a ter visto ela própria, a estilista a desfilar, descascadinha, e como então fiquei estupefacto, pois estava longe de imaginar que a gaja tivesse um corpo daqueles. Estamos sempre habituados a que as estilistas sejam aqueles cromos que depois no final do desfil aparecem mal vestidas e todas encaralhadas de mãos dadas com as modelos boazonas. Neste aspecto, Fátima é uma iconoclasta e que igualmente me deixa sempre surpreso com os seus decotes. Ou seja, o corpo e as mamas que ela tem, parece que têm pouco ou nada a ver com o seu sorriso. Quando ela sorri, é o sorriso de alguém que não tem aquele corpo e aquele belo par de mamas. É como se o seu sistema nervoso, o córtex ou lá ou que é, e todas as ligações que o cérebro faz aos músculos que activam o seu sorriso, apresentassem uma qualquer anomalia que a impedisse de ter consciência do seu par e assim sorrir em conformidade. Não sei, mas parece-me a mim que todas as gajas com belos pares têm um sorriso padrão diferente do sorriso da Fátima. Mas se é silicone pronto, tudo bem.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Nos altifalantes ouvem-se cânticos religiosos. Vejo algumas freiras e lá no cimo o palanque cheio de padres. Estou entre a multidão, avisto muita gente vestida de preto... Estarei na Cona (ou Cova ou lá o que é) da Iria ? Não. Estou na cidade universitária a assistir à bênção das fitas, martirizante tradição que o 25 de Abril não expurgou. O acontecimento é boff! com os seus rituais enfadonhos, o chorrilho interminável de faculdades e institutos anunciados aos microfones, o consequente abanar das fitas, os gritinhos histéricos, o eferreá e mais o xiribiti não sei quê, e o padre a dizer que reza por todos e mais não sei quê também, e às tantas lançam-se duas pombas brancas para o ar. As pombas limitam-se a voar até ao telhado mais próximo, ao invés de voarem rumo ao horizonte, como se espera sempre mas nunca acontece. Parece-me incompreensível que não se treinem os bichos convenientemente para que voem até à exaustão o mais alto e longe possível, mas de modo a que terminem o seu voo num qualquer campo de tiro para que o seu sacrifício não seja em vão e sejam protagonistas activos nesse nobre desporto que é o tiro aos patos.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Eu sei que não é fácil. Bem vejo os comportamentos atrapalhados daqueles incautos que quando vão muito bem a ler o seu jornal ou a reparar na racha da saia da gaja que vai sentada à frente, quando são confrontados e interrompidos pela presença desagradável de um pedinte a pedir esmola “por amor de deus”, para “comer qualquer coisinha”, a trautear refrães ou slogans de mendigo, e outros que nem precisam de abrir a boca. Não é fácil dizer que não. Somos confrontados com o drama alheio assim de uma forma tão directa que chega a ser desconcertante. Mas lá tem que ser, com mais ou menos desconforto ou vergonha, fica-se um bocadinho mais perto do inferno mas recusa-se a esmola porque senão um gajo não ganhava para os pedintes.
Não é fácil para os outros mas um bom bocado mais fácil para mim, que sou fantasma. Não que a minha discrição me faça imune ao contacto com tais vítimas da sociedade. A minha presença é notada, sou apenas mais um potencial fornecedor da miséria. Mas uma das características que mais agradeço a Nosso Senhor em boa hora me ter dotado e que, garanto-vos, não é produto de qualquer herança genética, é o facto de ficar impávido e sereno sempre que alguém se arrasta até mim a pedir esmola, e assim, conseguir escusar-me com toda a indiferença e facilidade a dar meia dúzia de trocos a alguém. Bem falta me fazem! Geralmente nem sequer olho para o indigente. Faço um pequeno e quase imperceptível aceno com a cabeça que é entendido como “tenho dinheiro mas preciso dele para comprar um telemóvel novo”. Eles compreendem.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Começo a percorrer o corredor dos lugares sentados e como habitualmente selecciono criteriosamente o local onde me vou sentar, sempre na expectativa de num golpe de vista vislumbrar o lugar perfeito, virado para a frente da marcha, ao lado duma gaja boa, de frente para uma gaja mesmo boa.
Mas desta vez não tenho alternativa. Por não existirem outros lugares vagos, sou forçado a sentar-me ao lado duma pretita que à sua frente tem um puto pretito, para efeito deste relato, seu sobrinho. A pretita, sem história, agora o puto, rapidamente me faz aperceber que a viagem irá ser um calvário, pois estou na presença de um puto nitidamente hiperactivo que não pára nem calado nem quieto no banco. Até que, quando já me preparo para desenroscar a cabeça do raio do puto como se fosse um daqueles bonecos da playmobil, a irmã, para nos sossegar, começa com ele a cantarolar uma musiquinha que dura todo o resto daquela santa viagem e que reza assim:
puto: “O teu pai construiu uma casa ?”
prima: “Sim!”
puto: “Quantos pregos é que usou ?”
e a prima dizia um número ao calhas, para depois voltar o puto à carga:
puto: “O teu pai construiu uma casa ?”
prima: “Sim!”
puto: “Quantos pregos é que usou ?”
e a prima dizia um número ao calhas, para depois voltar o puto à carga:
puto: “O teu pai construiu uma casa ?”
prima: “Sim!”
puto: “Quantos pregos é que usou ?”
e a prima dizia um número ao calhas, para depois voltar o puto à carga:
puto: “O teu pai construiu uma casa ?”
prima: “Sim!”
puto: “Quantos pregos é que usou ?”
e a prima dizia um número ao calhas, para depois voltar o puto à carga:
puto: “O teu pai construiu uma casa ?”
prima: “Sim!”
puto: “Quantos pregos é que usou ?”
e a prima dizia um número ao calhas, e assim sucessivamente até que, hipnotizado pela musiquinha, desenrosco a minha própria cabeça e a pontapeio para bem longe.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Coisa rara, observo despreocupadamente uma gaja estrangeira entretida a enviar uma mensagem pelo telemóvel. É raro fazê-lo assim, olhar inocente, em que se olha e não se pensa nada do género “grandas mamas”, “olha-me aqueles lábios”, “que peidola divinal”, coisas que com naturalidade passam pela cabeça de um gajo. Observo, simplesmente, fixando pontos sem o mínimo interesse, como os motivos da sua mala de tecido.
A gaja é alemã, não se coíbe de mostrar o visor do telemóvel. Imagino que pode estar a mandar uma sms para uma amiga a dizer qualquer coisa como “anne estou ao lado de um portuga que está só a micar a minha mala... começo a ficar com receio que em vez de me querer comer me queira roubar!”. O que passa pela cabeça de um gajo, mesmo olhando despreocupadamente e sem ter qualquer pensamento pervertido na tola...
Então reparo numa característica interessante na gaja. Ela é daquelas pessoas, coisa igualmente rara, que expressa facialmente o que está a sentir, no caso, o que escreve. Quase que para cada letra que tecla no telemóvel, faz como que pequenos esgares condizentes. Torna-se mais evidente quando remexe na sacola e faz uma expressão com a cara do género “onde é que eu pus os rebuçados do dr. Bayard ?”. É uma mima inata. Enquanto não saio, efectua varias buscas pelos vários bolsos da sua mala, sempre com expressões faciais adequadas a pensamentos tais como “olha!! encontrei este femidon, mas ainda não é isto o que procuro!“. Era boa.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

quarta-feira, 6 de junho de 2007

De tempos em tempos paro para pensar. Faz bem um tipo pensar. Interrogo-me então sobre qual a gaja mais boa da televisão actualmente. E ontem cheguei a uma conclusão. Depois de passar com distinção por uma bateria de fetiches e posições sexuais dentro da minha cabeça, Emily Procter ganhou aquele título. É aquela loirinha do CSI-Miami.

segunda-feira, 4 de junho de 2007


O tédio leva-me até à varanda das traseiras daquele 1º andar com vista para uma vivenda com um espaço ajardinado ainda razoável. Não se vê ninguém. Reparo apenas nos únicos seres vivos presentes na paisagem, uma mãe gata acompanhada dos seus quatro filhotes, e deliciou-me a observá-los nas suas brincadeirinhas já com o seu quê de violento. São das coisas mais ternurentas e queridas que existem, os gatitos, quando são pequeninos. Passo ali momentos deliciosos a vê-los naquela galhofa, até que me chamam para ir para a mesa.
Nada acontece por acaso. Tenho a certeza que foi nosso senhor que fez questão de naquele momento não estar a filha da dona daquela casa a apanhar sol em topless no jardim ou a empregada de mini-saia a gatinhar sobre a relva a apanhar ervas daninhas, como já as apanhei, para que a minha lúbrica mente descansasse e assim pudesse usufruir daqueles momentos de tão agradável e meramente inocente contemplação.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Diz-me que uma amiga lhe perguntou pela minha saúde e lhe falou da filha, que teria andado comigo na escola, e que desde sempre tivera um fraquinho por mim. Ainda não casou, está bem empregada, na tap, comprou casa em Benfica e mais alguns eteceteras de conversas de mães. Pelo nome não faço a mínima ideia quem seja, mas escuto atentamente mais alguns detalhes, insistindo naturalmente sobre a descrição física da pessoa que não me deve pôr a vista em cima há mais de 20 anos.
Só passado todo este tempo chegou a revelação do fraquinho… No entanto descanso o espírito porque como a minha retina dela não se lembra, devia tratar-se pois de uma coleguinha fatelazita que certamente assim continuará, estado agravado pelo passar dos anos. Ainda assim, o mistério faz-me voltar ao assunto quando me deito. Então lembro-me, a mais bem comportada e atinada da turma, uma das melhores alunas, cristã, aplicada, uma gaja com juizinho e… tinha um fraquinho por um gajo com uma cabeça como a minha! Já pedi à minha para pedir à outra mãe uma foto actual… De corpo inteiro, claro.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Reparo numa miúda que almoça sempre sozinha. Há nela algo de personagem de filme do David Croninberg, algo inexplicável e ao mesmo tempo assustador, e fascinante, e que me atrai. Há ali garantidamente qualquer coisa de, diria, sinistro, a maneira como ela se esconde por detrás dos seus cabelos pretos compridos e encaracolados, não como manifestação de timidez, antes a mímica duma predadora acossada. A maneira como leva a comida à boca, como come afinadamente o croquete como se caviar se tratasse, nunca tirando os olhos do prato, do centro do prato, do centro do seu mundo, as pausas que faz, como que meticulosamente cronometradas entre o beberricar de mais um pouco de água, uma garfada, o limpar dos lábios com o guardanapo, e que dignidade tem aquele guardanapo de papel, como se fosse seda com a seda dos seus lábios, como se buscasse em todos os movimentos que faz a excelência, como se a quisesse aprisionar, só para si, a perfeição. Não se caia já na tentação de confundir este tipo de gaja que parece mesmo saída de um filme do David Croninberg, com o tipo de gaja que parece mesmo saída de um filme do Takashi Miike. Lembro-me daquele em que a gaja, uma santinha, afinal tinha a mãe em casa fechada dentro de um saco de batatas. O mesmo tipo de santidade virginal está presente nesta miúda mas, com um toque Croninberguiano. Ou seja, temos que estar preparados para sucessivas mutações que podem ocorrer na bela e distante criatura e acima de tudo extrapolar toda aquela instalação para o campo sexual. E a este nível, tenho dificuldade em arriscar fazer juízos de valor sobre este tipo de gaja em concreto. A minha especialidade são gajas que parecem mesmo saídas de um filme do David Lynch. Identifico-as a léguas, como que consigo projectar na minha mente as suas capacidades performativas. Embora seja mais bem sucedido depois na prática entre aquele tipo de gajas que parecem mesmo saídas de um filme do Tim Burton. E da filmografia deste realizador excluo obviamente, o Planeta dos Macacos. Apesar de brilhar no dito filme uma loirinha bem humana, ainda assim não era uma Burtoniana. Embora o que eu gostasse mesmo era agora de comer uma gaja que parecesse mesmo saída de um concurso da TVI. Irei no entanto continuar com as minhas observações, as minhas medições, calculando, tentado descodificar, encontrar uma qualquer brecha naqueles cabelos compridos e encaracolados.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Uma gaja que conversa com outra. Há algo de peculiar nela. Parece observar-me ocasional e discretamente. Faz-me lembrar a Ripley do Alien, só que vestida com uma casaquinha com enchumaços nos ombros. Reparo então que é ligeiramente estrábica. Tudo tem uma explicação.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O comboio acabou de partir da primeira estação com não mais de meia duzia de passageiros dispersos naquela carruagem onde a paz e o silêncio matinal são quebrados pelo carpido que vem do banco de trás: alguém vai a fazer barulhos com a boca. Aquele tipo de som que se faz quando se mastiga algo que se cola aos dentes, tipo sugos ou caramelos. O enervante cagaçal prossegue e torna-se insuportável. Ponho-me a amaldiçoar o azar de, entre as oito carruagens, entre as suas centenas de bancos, ter escolhido precisamente aquele em que vai alguém atrás a mastigar de boca aberta. Desespero para que chegue a próxima estação, que a carruagem se encha de mais gente, de mais ruminantes se for preciso, mas barulho, ruído que dilua aquele som. O animal, sim, quero querer que se trata de um animal, rumina inconsciente, não se coibindo de ostensivamente mastigar de boca escancarada. Interrogo-me, que tipo de pessoa come caramelos a esta hora da manhã ? É nestes momentos que dou graças a nosso senhor por ele não me ter feito aceitar a proposta que um cigano uma vez me fez numa rua esconsa da baixa de Lisboa. Um revólver a funcionar a 100%, era de um policia, ainda com as balas e tudo, disse ele, que me seria vendido pela quantia de uns meros 100, primeiro, depois 80, e no fim, 50 euros. Não aceitei, ou melhor, o cigano não aceitou a minha proposta de 10 euros, de boa vontade, pois era o que tinha. Se calhar, agradeço então a nosso senhor ter feito com que o cigano não aceitasse. Eu sei que armado seria um verdadeiro perigo. Sinto-me mais seguro e tranquilo se andar desarmado. Agora mesmo, teria sacado do dito revolver e apontado a quem mastiga atrás de mim. Obviamente que dispararia sem a menor hesitação. Penso então a que pensamentos se entregará aquele desprezível ruminante, se eventualmente não lhe causará desconforto sentir alguém à sua frente, tão caladinho, tão compenetrado em pensamentos tão perversos. Imagino-lhe uma fusca no bolso, um revolver, tinha sido ele o transeunte seguinte, naquela tarde também atrás de mim, interpelado numa rua esconsa de Lisboa por um cigano, que lhe teria vendido a pistola do polícia por uns meros 9 euros. Chamem-lhe orgulho cigano, não sei, chamar-lhe-ia desespero, mas podia ter acontecido.
Aguardo apenas mais alguns segundos, até que o comboio pára e a carruagem se enche um pouco mais de passageiros e de musical e aliviante barulho. Acho que a isto se chama tolerância.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Quando abro a porta e me preparo para entrar, reparo que o carro estacionado ao lado tem um autocolante que diz "Jesus é a minha vida e a Igreja o meu viver." Sinto uma forte náusea e instintivamente uma vontade incontrolável de riscar a porta do carro daquela pobre alma. Com as chaves ainda na mão, olho em redor para me certificar que ninguém vê e quando me preparo para praticar o acto vândalo mas justificado, oiço como que uma voz, algo que me impede de prosseguir, como se alguém me sussurrasse na alma: "Olha que dás cabo da chave com essa brincadeira!!". Acho que foi nosso senhor quem me travou. Agradeço-Lhe.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Sento-me. À minha frente um casal. Ela, boa, está adormecida com a cabeça encostada ao ombro dele que também dorme. Estou à vontade para apreciar toda a beleza da gaja. Percorro demoradamente todos os caminhos do seu rosto. Perco-me nos seus lábios entreabertos. Fixo-me ali, naquela boca inconsciente. Imagino a temperatura daquela língua e como gostaria agora de snifar aquele hálito.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Deixo aqui uma ideia de um site aos webmasters nacionais. Porque não a criação de um site onde pessoas que não tenham nada a perder, vagabundos, indigentes, sem-abrigo, escuteiros, etc., se possam inscrever disponibilizando a sua personalidade jurídica para ajudar o próximo?
Dou um exemplo. Um pacato cidadão, contribuinte correctíssimo, exemplar pai de família, amigo do seu amigo, e, o mais importante, igual a si próprio, certo dia resolve fazer uma inversão de marcha ultrapassando um traço contínuo. Avistado por um zeloso bófia, este tira-lhe meticulosamente a matrícula. Meses mais tarde chega à casa do pacato cidadão a multa em euros, acrescida de inibição de conduzir, pois trata-se de uma contra-ordenação muito grave. A multa ainda se paga, agora o que dói mesmo é ficar sem carta durante uns meses... Como vai ser levar os miúdos à escola ? Como vai ser ter que andar agora de transportes públicos no meio da maralha ? O pacato cidadão recorre então ao site SOSvagabundo.pt onde poderá contratar os serviços de um vagabundo que tenha carta de condução, para que este admita que era ele quem conduzia o veículo infractor, que naquele dia lhe tinha sido emprestado pelo seu grande amigo de longa data, o pacato cidadão. A troco de uma módica quantia, o vagabundo assumiria o papel de infractor, ficando alguns meses sem conduzir, coisa que não lhe faria grande mossa porque não tem carro, enquanto o pacato cidadão poderia continuar com a sua tão valiosa vidinha estúpida.
Pensem nesta ideia malta, que poderá ter aplicabilidade noutras áreas.

terça-feira, 22 de maio de 2007

"O principal herói deste livro é o relacionamento humano. Homens e Mulheres, os nossos contemporâneos, desesperados por terem sido abandonados aos seus próprios sentidos e sentimentos facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e pela mão amiga com que possam contar num momento de aflição, desesperados por 'se relacionarem'. E, no entanto, desconfiados da condição de 'estar ligado', em particular de estar ligado 'permanentemente', para não dizer eternamente, pois temem que tal condição possa trazer encargos e tensões para que eles não se consideram aptos nem estão dispostos a suportar e que podem limitar severamente a liberdade de que necessitam para - sim, o seu palpite está certo - se relacionarem..."
Zygmunt Bauman, ed. Relógio d'Água

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Vou a subir as escadas e toco com o casaco que trago debaixo do braço inadvertidamente na peidola duma gorda que segue é minha frente. Movimento absolutamente involuntário. Ainda assim fico algo receoso, não vá a gorda virar-se. Podia perfeitamente julgar que teria sido de propósito, aquele toque, facilmente confundível com um pequeno apalpão. Mas não. A gorda continua na palheta com a amiga também gorda.
Apercebo-me que, quem gosta do género, peidolas gordas, pode bem dar uso à mãozinha marota de uma forma selectiva. Arriscar, porque, com alguma sorte, as gajas gordas fingem que não foi nada. Mas sugiro alguma cautela. Sugiro um apalpão suave e acariciador, do tipo festa na cabeça de bebé recém-nascido.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Conheço a mulher mais chata do mundo mas que, provavelmente, terá também as melhores mamas do mundo. Estou a ter dificuldades em gerir esta ambiguidade. Se fecharem os olhos e imaginarem uma gaja magra, toda bem feitinha, cintura de vespa, cara mediana, com um belo e bem empinado par de mamas, então estão já a salivar e a conceptualizar a gaja que eu conheço. Mas se as suas mamas desafiam as leis da gravidade, as suas conversas desafiam os limites da paciência humana. No entanto, a expectativa de um dia poder vir ali pôr as manápulas, esse objectivo que persigo obsessivamente, faz-me suportar a provação diária que é ouvir as suas excitantes aventuras, como a de hoje, quando o senhor do autocarro foi muito simpático. Viu-a a correr e parou o autocarro senão ela perdia-o. Depois, quando subiu as escadas, olhou para o motorista e disse-lhe "obrigado". É muita adrenalina!
A pouco e pouco vou tentar cimentar confiança, estreitar laços, criar cumplicidade, fingir-me interessado, achar que é realmente desinteressante ir a uma livraria e folhear livros, abominar borboletas, sentir náuseas só de cheirar ananás, detestar sardinha assada, passar tardes inteirinhas a ler livros do circulo de leitores, sim, vamos ter tanta coisa em comum... Até quão baixo pode um gajo descer por causa dum bom par de mamas… Está a ser um sacrifício demasiado árduo, mas eu sou um homem de fé.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Há pessoas que lhes mete muita impressão ver sangue, outras, ver crianças com fome no Biafra, outras, ver a Teresa Guilherme a fazer papéis dramáticos em telenovelas (por exemplo, um dia destes fiz um zapping e dei com a Teresa Guilherme a chorar agarrada a um padre! já não dormi bem nessa noite.), outras não podem ver ninguém vomitar-lhes à frente. Eu, a coisa que mais me mete impressão, é ver jogadores de bola abraçarem-se uns aos outros quando algum deles marca um golo. Aquela gente deve ser doida, devem-lhes dar qualquer coisa a tomar antes dos jogos! Então, será que não reparam que estão todos suados ? O que vem a ser aquilo afinal ? Todos a suar e a abraçarem-se ?!! Se for um golo logo nos primeiro minutos, tudo bem, ainda não houve tempo de começarem a suar que nem cavalos e portanto admito que possam haver abraços e moshes para festejar um golo. Ainda assim, recomendaria um aceno.
Mas o mais repugnante é ver jogadores trocarem de camisolas no final dos jogos. Aquelas camisolas estão putrefactas, encharcadas de suor. E o suor não é uma coisa nada agradável ao olfacto, muito menos suor alheio. Quando vejo os tipos trocarem e depois até vestirem as peças de roupa sujas uns dos outros, então desligo o televisor. Choca-me, não sei!
Eu, se fosse jogador, gostaria sim senhor de no final de um jogo trocar de camisola com o Cristiano Ronaldo. Mas dizia-lhe para que, quando fosse para casa, a lava-se muito bem com Skip e depois me a envia-se por correio registado. Eu faria o mesmo.

sábado, 12 de maio de 2007

Pessoalmente considero que a melhor maneira de apreciar uma boa peidola, sendo-o apenas com os olhos, é quando ela está dentro da calça de ganga. Que fascínio exercem sobre mim aquelas peidolas. Se há ilusionistas que passam por vidro ou pela grande muralha da china, gostava de ser capaz de comer uma peidola sem que fosse necessário baixar-lhe as calças de ganga. O maior truque de magia de sempre.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Á minha frente senta-se uma gaja que masca ruidosamente uma pastilha. Como sempre, interpreto a minha indiferença, como se ter ali a poucos centimetros uma gaja boa ou uma velha qualquer fosse tudo igual.
Tento render ao máximo o destak. Tem que dar para toda a viagem. Mas aquele barulhinho, o de uma boca aberta a mastigar ruidosamente pastilha elástica, redobra em mim curiosidade óbvia. Não consigo ficar indiferente aos estalinhos. Vou ter que desviar rapidamente os olhos das letras e satisfazer, feito lambazão, a curiosidade. Ensaio o momento e o prognóstico: trata-se de uma miúda à volta dos seus 16 ou dezassete anos. A ansiedade justifica-se, pois está naquela idade própria imediatamente antes do momento da matança, que pode ser no final de qualquer festa, baile ou viagem de finalista, num qualquer quarto de hotel impessoal em Lloret del Mar.
Surge então o olhar de relance, mais que suficiente, no virar da página do jornal. Faço um rápido scanning à personagem e, surpresa e desilusão! Trata-se de uma gaja velha, de quarenta e tal anos! Não vale a pena perder mais tempo, estar com mais pormenores.
Não me enganei completamente, tem um corpo franzino, de miúda. Uma gaja de 40 e tal com um corpo de teen. É batotice, não conta, não vale! Mas aquele barulho da pastilha ruidosa dentro da boca, aquele esgar nervoso e ostensivo que ela faz a cada mastigadela mostrando os dentes até aos molares, é revelador de uma gaja também ansiosa. Mas uma ansiedade diferente da juvenil vítima da matança! É uma gaja com uma visível patologia grave, um flagelo na sociedade moderna e que devia ser assumido de uma vez por todas pela classe médica: a falta de pau. Basta ouvir a pastilha.