quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A bíblia, o Freakonomics ou um livro da Paula Bobone ?

Não começou bem a presidência Obama. Nem pode começar qualquer presidência quando se tem que meter a mão sobre uma biblia e jurar "não sei o quê". Um "não sei o quê" ensinado uns segundos antes por não sei quem, que o Obama às tantas se esqueceu de repetir mecânica e monocórdicamente como lhe competia. Se te chamasses Santana Lopes estavas lixado Obama! Á parte esta ligeira gaffe, foi tudo igual, exceptuando aquele momento, que terá passado despercebido a muitos, em que o casal presidencial desfila de mão dada na avenida quando às tantas a segurança de Obama subitamente o aconselha a voltar ao carro. O presidente larga de imediato a mão da mulher, como se estivesse a arder, e precipita-se para o interior da "besta". A Paula Bobone lá saberá mas não será de bom tom o cavalheiro abrir a porta do carro à mulher ou pelo menos esperar que ela entre primeiro ?
Não podia deixar de reparar também nessa excepção ao banal que foi a loira Jill Biden. A roupinha da Jill deixava mostrar assim o joelhinho e aquela parte mágica da perna, meia duzia de centimetros imediatamente acima. Mas não chegou para destronar Sara Palin que mantém o título de "gaja americana assim entradota parecida com uma dona de casa de anúncio de detergente que marchava que nem ginjas".
Imagem do site Dees Illustration.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Porque é que sonho com a Pimpinha ?

Vivo numa luxuosa casa com várias tias. Parecem ser todas irmãs, todas gêmeas ou então clones. Têm todas a cara da Pimpinha Jardim mas terão sido alvo de uma qualquer manipulação genética porque não há duas com as mamas do mesmo tamanho. Vindo do nada, o Paulo Portas surge num corredor e obsessivamente tenta convencer-me a convencer as tias a deixarem-no também ali viver. Eu insisto que é impossível porque não há espaço para mais ninguém, ou melhor, só há espaço para mim. Tento igualmente desviar-lhe a atenção para que não repare que também estou no quarto ao lado onde se ouve alguém dizer em voz alta e ofegante “isso, isso, ai fódji, fódji, fódji minha buceta, fódji!!!” Perspicaz como é, Paulo Portas apercebe-se do escarecéu do quarto ao lado e volta ao nada, desvanece-se num nevoeiro que se forma no corredor, desaparece a saltar ao pé cochinho.
A grande questão que se coloca aqui é: mas que raio de sonho foi este ?? Porque apareceu o PP a empatar o sonho maravilhoso que estava a ter ? O episódio ganhou contornos paranormais quando esta tarde me sentei no carro, liguei o rádio e estava precisamente o PP a discursar, a dizer que só com um CDS mais forte o PSD se distanciaria do PS.
Não há coincidências. Vou entender isto como um sinal divino. É Deus Nosso Senhor que quer que volte a escrever.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Porque é que os homens morrem mais cedo que as mulheres ?

Mais uma dos americanos

Lembro-me do meu avô materno teimar em dizer que nunca tinhamos ido à lua. Apesar das imagens transmitidas pela televisão, ele sempre teimou em dizer que aquilo era filme e que era impossível irmos lá acima.
Afinal a lua pode muito bem ser ainda virgem, que é como quem diz, nunca nenhum homem lá foi.
Este video de nove minutos reune uma série de evidências capazes de convencer os mais cépticos. O esquema foi montado pelo trio Nasa, Governo e Hollywood. Há quem afirme que Kubrick e a tecnologia de 2001 - Odisseia no Espaço foram utilizadas na tramoia.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

De pôr a vara em riste...

Barbara Guimarães e Armando Vara
(c) Pedro Elias

Na foto Barbara Guimarães (gaja boa) e Armando Vara (administrador do BCP) na apresentação da nova campanha publicitária do banco.
Tirada do (excelente) site Negócios à parte.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Foram 45 finalistas de 26 países, 90 nádegas que competiram no passado dia 12 em Paris pelo título do "Most beautiful bottom in the world" (em português, "a peidola mais apetitosa do mundo"). A vencedora foi a brasileira Melanie Nunes Fronckowiak e pelo nome não me admiraria nada que a mãe da Melanie fosse americana, o pai polaco e o padeiro português. Esta joint-venture só podia resultar em algo maravilhosamente belo e obviamente apetitoso ou não estivessemos a falar da parte que Deus Nosso Senhor quis que fosse a mais comestível do corpo feminino, o rabinho.
          

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Só um pequeno aparte relativamente à eleição do Obama. O tipo é filho de um preto e duma branca certo ? Portanto fifty/fifty certo ? Então porque razão se diz que é o primeiro negro a ocupar a casa branca ? Se é fifty/fifty porque há-de ser preto e não branco ?
Epá acabei de assistir a um momento magnifico de televisão e apetece-me partilhar com todos. No jogo do Benfica com o Aves, o pé torto do Cardoso volta a fazer das suas. Logo após o remate, enquanto o apanha bolas vai buscar a bola, a camera fixa-se numa gaja que está nas bancadas sendo perfeitamente perceptível que está a dizer "foda-se", mas aquele "foda-se" mesmo "fooo-da-sssse!!!!" com todas as sílabas. Novamente as cameras voltam para o relvado fixando-se no Cardoso que nesse precisso momento escarra para a relva.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Faço uma breve viagem nas memórias do tempo. “Nas memórias do tempo”… Fosga-se como posso escrever uma coisa destas…Eu juro que tentei fazer uma entrada que não parece-se lamecha-o-pretensiosa. Mas não consegui. Estou numa fase assim. E quando estou assim tenho recorrente tendência de vasculhar no passado, numa altura em que antes de me ter transformado no fantasma que sou hoje, era um puto qualquer. Naqueles tempos, como qualquer puto da minha geração, sempre que dava um filme ou serie de qualidade, no momento seguinte ia para a rua ter com os outros putos para sermos cruéis uns para os outros, sujar-mo-nos, partir uns ossos e cabeças, sempre inspirados nessas séries de qualidade.
Segue a lista possível das séries e da personagem que habitualmente eu interpretava em cada uma delas:

Espaço 1999 – Eu era o Mr. Kano
Havia uma enorme disputa à volta das personagens desta série. Toda a gente queria ser o comandante Koenig, o Alan, o Tony ou a Maya e ninguém queria ser o discreto mas muito competente e homem de confiança Mr. Kano. Aquando do processo de casting para atribuição dos papéis, que precedia sempre a brincadeira, sempre senti alguma resistência dos outros putos em ser o preto. Eu não me importava.

Star Trek – Mr. Sulu
Agradava-me a calma e o sangue frio do Mr. Sulu, espécie de Mr. Kano da Star Trek. No fundo se não fosse ele a controlar as manobras evasivas da Enterprise, há muito que Kirk e companhia tinham ido para o galheio. A nave era desenhada numa clareira de areia que havia no meio do campo. Havia monitores com ecrãs de platex e os botões eram pedras de várias cores e tamanhos dispostas milimetricamente sob a areia. Na nossa imaginação prodigiosa, especulávamos que naquela eterna clareira de areia nunca ali nasciam ervas porque teria aterrado um disco voador tornando aquele pedaço de terra estéril. Era o sito ideal para construirmos as nossas naves.

Dukes of Hazzard – Polícia
Decididamente não me enquadrava dentro do espírito irreverente e aventureiro dos três duques. Preferia ser polícia, não o imbecil do Rosco, mas o outro. Era ainda mais difícil arranjar alguém que quisesse ser o Boss Hogg do que arranjar alguém para jogar à baliza.

Galáctica – Era um Cylon
Nunca me seduziu nenhuma das personagens humanas. Se fosse na nova série, com toda a certeza escolheria ser o Dr. Baltar, um tipo perturbado, atormentado, que passa a vida a ter sonhos eróticos com a Cylon loira.

Anjos de Charlie – Era uma das gajas.
Houve um puto que se lembrou que poderíamos brincar aos Anjos de Charlie. O mesmo puto que gostava de fazer de Maya no Espaço 1999 e que se calhar se fosse hoje gostaria de fazer da Cylon que anda a ser comida pelo Dr. Baltar. Naquela altura tudo bem mas se fosse hoje, eu com ele não brincava.

A-Team – Faceman
O Faceman era interpretado por aquele gajo que fazia de Starbuck na Galáctica. O puto que era assim como que o líder da rua (porque o pai era embarcadiço e volta não volta trazia-lhe cenas da América que não haviam ainda cá e que deixavam todos os putos fascinados) queria ser sempre o chefe dos soldados da fortuna, aquele que andava sempre com um charuto. Gostava do estilo. Durante uns tempos na escola andava sempre com uma caneta na boca a fazer de charuto.

Flash Gordon – Era o Prince Barin.
Salvo erro a malvada princesa Aura, filha do impiedoso Imperador Ming, tinha um caso com o magnânime príncipe Barin, e eu por minha vez sempre tive e continuo a ter um fraquinho pela princesa, no fundo por gajas boas com mau feitio. Sempre foram a minha perdição. Esta coisa do Bem ter prazer com o Mal e vice-versa sempre me fascinou. Agradava-me portanto ser o príncipe, embora a muito custo conseguisse imaginar a princesa Aura na pessoa da Anita, a filha da padeira que connosco brincava.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vai uma gaja ao meu lado a ler um livrinho de auto-ajuda. Segundo a contra-capa, a vida é como uma cozinha cósmica (!) onde um cozinheiro (!) está pronto a confeccionar todos os pratos (!) que desejarmos... Estes livros são sempre muito bons, ás vezes abrem o apetite e tudo e fazem muito bem mas a quem os escreve. Daí que já era tempo de alguém ensinar os leitores a escreverem eles próprios livros de auto-ajuda. Tarefa a que, com a humildade que me caracteriza, me proponho aqui fazer em apenas uma lição.
O segredo de um bom livro de auto-ajuda está numa qualquer permissa, uma ideia central à qual se junta palha de vária espécie. O ponto de partida é sempre simples para depois se complicar como complicadas estão as cabeças que vão ler o livro, e passa por classificar a vida, transpôr a ideia da vida para algo objectivo, algo com um funcionamento simples e linear. A vida tem que ser sempre como qualquer coisa simples e linear e a partir daí desenvolve-mos o tema nas suas diferentes vertentes cósmicas, complexas e pouco lineares.
Em vez de uma “cozinha cósmica”, a vida pode, por exemplo, ser como um martelo. É isso, a vida é como um martelo. Porquê ? Não é óbvio ? É preciso saber manejar bem o martelo, escolher bem os pregos com que vamos pregando tábua a tábua, construindo o caixão onde nos vamos enfiar um dia quando já não tivermos mais opções. Ok, enganei-me, isto seria antes para um livro de auto-destruição. Mas repare-se no entanto que a vida como martelo vai buscar a sua lógica à vida como funil. Enquanto donos e senhores da nossa juventude e liberdade, fontes da vida, o nosso leque de opções é bastante vasto, para depois ir afunilando com o passar dos anos. De facto, há medida que os anos passam, são cada vez menos as opções que temos, até ao ultimo suspiro, onde não restam opções. Nestes breves paragrafos sobre a vida como funil esqueci-me de acrescentar que o funil é cósmico. Faço-o agora. Ainda assim, lanço outro exemplo: a vida é como um agrafador! O agrafador que pode manter unidas as várias dimensões da nossa personalidade, um monte de papeis desalinhados que ao longo da vida necessita de ordem. Um desagrafador também dará jeito e convirá escolher bem os agrafos, cósmicos de preferência, convirá que sejam da medida certa e depois temos de ter sempre cuidado para não nos magoar-nos ao agrafar ou ter a certeza que os agrafos não ficam com as pontas para fora do papel, para não magoar outras pessoas que amamos ou pensamos que amamos. Não sei se me faço entender sobre este facto, da vida poder ser como um qualquer objecto como ponto de partida simples e linear para um excelente livro de auto-ajuda escrito por si. E quem diz objecto diz divisão da nossa casa. É que a vida em vez de poder ser como uma “cozinha cósmica” pode também ser como uma casa de banho a qual exige uma constante manutenção. E sempre que alguma merda se agarra á loiça da sanita, que é como quem diz, todo e qualquer tipo de problema ou pensamento negativo que se cole ao nosso espírito, porque só com o autoclismo não vai lá, limpamo-la de imediato com um piaçaba…cósmico naturalmente.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

De vez em quando sou confrontado com situações que reforçam em mim a ideia de que além de fantasma, sou um monstro. Uma colega minha que, vá-se lá saber como, consegue ver-me, interrompe o meu trajecto da hora de almoço para me contar uma novidade. Há uma colega nossa que descobriu ter cancro na mama. A notícia é-me transmitida com a solenidade habitual destas circunstâncias e eu tento retribuir com algumas frases igualmente solenes, igualmente adequadas. Mas porque quis deus nosso senhor que naquele momento passassem por nós várias gajas boas que desciam a rua, enquanto mantenho o diálogo em piloto automático, não consigo deixar de olhar fascinado para os seus corpos e acho que simultâneamente não consigo disfarçar um certo cinismo que me aflige... Não sei se a minha interlocutora repara mas suponho que ela já sabe o que a casa gasta. Mesmo na desgraça, por mais dramática que seja, e parece-me que nunca é mais dramática que a minha própria existência, nunca a minha natureza lubrica me dá descanso.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Tenho três clientes à minha frente. O atendimento destes “restaurantes” quere-se rápido mas infelizmente a food é cada vez menos fast para se ir tornando cada vez mais junk. Já nos tinham avisado mas pareciamos fascinados pela celeridade mágica com que se satisfazia o apetite. Perdida a graça e a paciência, sobra a fome, restam-nos os nacos de pizza, cada vez mais pequenos, cada vez com menos pedaços de fiambre. Há sempre alguem escondido atrás do balcão que faz uma conta e chega a conclusão que se tirar 50 gramas de farinha e um pedaço de fiambre á pizza, ninguem dará por isso e pagará o mesmo. A seguir multiplica-se a pequena poupança por 1000 pizzas e o dinheiro poupado já dá para comprar um plasma maior. Há demasiada gente a fazer contas deste tipo, fazem-nas repetidamente e inventam outras, como esta cujo resultado é pôr a miuda que recebe os pedidos na caixa de pré-pagamento a fazer-nos propostas a cada pedido que é feito. Se queremos apenas uma fatia de pizza, ela sugere que por mais um euro temos direito a duas fatias de pizza. Se desejamos um copo de coca-cola pequeno, ela contrapõe que por mais 50 cêntimos temos direito a meio-litro de coca-cola. Enquanto isto desesperamos na fila pela nossa fatia de pizza a um euro. Com mais 70 cêntimos levamos a sobremesa. A conta que fizeram na sobremesa, neste pequeno recipiente de plástico redondo com meia duzia de tringulos de ananás cortados na parte da manhã, manhã de ontem entenda-se, foi a de meterem lá para dentro dois ou três triangulos misturados, da parte do meio de ananás, aquela parte dura e que ninguém come.
Numa sociedade orientada para o lucro não há espaço para o glamour.