
No que me diz respeito, se fosse gaja, era fufa de certeza absoluta. Não sei até como não está mais propagado o safismo… Uma mulher normal está incomparavelmente mais perto de uma Scarlett Johanssen ou duma Natalie Portman que um gajo normal estará de um George Clooney ou do “Malboro man”. É pois compreensível a desolação feminina e a procura da beleza e do prazer por outras bandas. O homem corrente está muito mais longe do homem ideal, que elas estão para o ideal do homem corrente, que é já ali, ou seja, que não tem ideais. Uma ida ao cabeleireiro, uma maquilhagem, uma mini-saia, umas calças de ganga justas da Salsa, um cinto de ligas, e tantos outros truques, podem fazem milagres pela beleza duma mulher e a libido de um homem, bicho mais visual, mais imediato, logo, menos exigente.
É normal que elas não tenham pachorra para aturar os machismos, o sabor a cerveja e a tremoço na boca, os cabelos nos lençois, a ausência de preliminares, os fanatismos pela bola, carros e gajas, e as ejaculações precoces da malta. Tudo coisas que uma fufa não encontra na sua gaja. É compreensível a angustia feminina e o desejo de descobrir novas formas de prazer sem contra-indicações. Toda a racionalidade joga contra nós, feios, porcos, maus e normais, e chegará o dia em que só personalidades femininas desviantes, porventura caracterizadas por um qualquer resquício de animalidade, ainda gostem de “levar com ele”. Até esteticamente falando, é muito bonito ver duas mulheres beijarem-se na boca. Se forem visíveis as suas línguas deixa de ser bonito para passar a ser excitante e dá mesmo vontade de meter lá a nossa também. Duvido que as mulheres sintam tanto deleite a ver dois gajos beijarem-se como nós sentimos a vê-las a elas.
É só vantagens. Acho que temos muito a aprender com as mulheres…as fufas, obviamente.

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